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Questões Passíveis de Recurso da Prova de Tribunal de Justiça de Santa Catarina

 

QUESTÕES PASSÍVEIS DE RECURSO DA PROVA DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA, TÉCNICO JUDICIÁRIO A AUXILIAR, PROVA TIPO 1 – A.

1 – “Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito”.

Esse primeiro parágrafo do texto 1 é formado por duas orações.

A respeito da estrutura desse parágrafo, a afirmativa correta é:

(A) a segunda oração é consequência da primeira;
(B) a primeira oração é condição da segunda;
(C) as duas orações são independentes semanticamente; GABARITO
(D) a segunda oração é explicação da primeira;
(E) as duas orações são interdependentes.


Segundo a linguística textual, mais especificamente
nas palavras de Ingedore Villaça Koch (2015, Introdução à linguística textual), os princípios da construção de sentido seguem designadamente os processos de construção da coesão textual do sentido e da coerência, as formas de articulação ou progressão textual. Se há, em um texto, toda uma coerência, uma progressão significativa para o entendimento do todo na trama, é porque não há frases isoladas, e, portanto, com independência semântica, a despeito de ter ou não ter elemento coesivo que se lhe ponha. Assim, as duas frases iniciais do texto, ainda que postas em períodos distintos, guardam entre si uma semântica de causa e efeito – O menino era triste, portanto procurava estudar.

Pede-se, portanto, a alteração do gabarito para letra A.

6- A explicação dada pelo menino para o uso de meias vermelhas traz uma marca de emprego coloquial da língua em:

(A) “No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo”;
(B) “Colocou em mim essas meias vermelhas”;
(C) “Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo ia rir de mim, por causa das meias vermelhas”;
(D) “Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas”;
(E) “Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela.”

O gabarito oficial da banca foi a letra C, no entanto há outra alternativa que apresenta emprego coloquial da língua.

Em todas as alternativas, apresentam-se falas do menino, o que já pressupõe marcas do emprego coloquial da língua, por se tratar de oralidade. Na letra B, o uso do pronome demonstrativo “essas” é próprio do emprego coloquial, considerado marca de oralidade, por desconsiderar o emprego dêitico do pronome. O enunciador é o menino, confirmado pelo uso do pronome de primeira pessoa (mim), o que exige, pela norma culta, o uso da construção dêitica com o pronome ESTAS. Esta teoria em que nos baseamos pode ser facilmente encontrada em vasta literatura gramatical. Nesta oportunidade, citamos Domingos Paschoal Cegalla em Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, 48ª edição, 2008, páginas 66 e 67, onde se pode verificar o que foi exposto. Também no livro Semântica de Rodolfo Ilari e João Geraldi, 7ª edição, página 69, pode-se confirmar o uso dêitico do demonstrativo como registro culto.

Sendo isso, a questão apresenta duas respostas possíveis, logo há necessidade de anulação.

13 O texto 2 é formulado impessoalmente; o segmento em que isso fica comprovado é:

(A) fica decretado;
(B) a maior dor sempre foi e será sempre;
(C) a quem se ama;
(D) saber que é a água;
(E) que dá à planta o milagre da flor.

O gabarito oficial da banca foi a letra C, no entanto

Conforme se pode ler em vários manuais de redação e baseado na Análise do Discurso, a questão 13, visto que há mais de uma resposta possível. A letra A é a melhor resposta, corroborada, inclusive, pela própria banca na questão anterior, 12, quando afirma que “Fica decretado”insere poeticamente o texto 2 entre os textos normativos” . Se a expressão é típica de textos normativos, então ela é formulada impessoalmente. Logo, a letra A seria a melhor resposta. No entanto, se olharmos atentamente as demais opções, veremos claramente que só há juízo de valor (típico do discurso subjetivo) nas letras B (“a maior dor sempre foi e será sempre) e E (que dá à planta o milagre da flor), nos termos “maior” e “milagre” . As demais opções se inserem no discurso objetivo, sem marcas de pessoalidade: “saber que é a água e “a quem se ama”. Segundo Marcuschi (2008) como marcas linguísticas de impessoalidade, podemos citar: sujeito indeterminado com verbo no plural ou com o uso do pronome índice de indeterminação do sujeito (Disseram, precisa-se de, necessita-se de); o sujeito impessoal ou oracional, com verbo na terceira pessoa do singular ou no infinitivo com apagamento do sujeito pessoal (É preciso, é necessário, fazer sucesso); uso de voz passiva pronominal ou analítica sem agente da passiva (Sabe-se que, Foi citado que). As frases (1) fica decretado”, (2) a quem se ama; (3) saber que é a água” inserem-se nas marcas linguísticas de impessoalidade pelos motivos expostos a seguir. Em (1) “fica decretado”, identificamos o início de um discurso normativo, confirmado pelos signos verbais indiciais “estatutos” e artigo” e está na voz passiva sem agente; (2) “a quem se ama” está na voz passiva sintética, sem identificação do agente; (3) “saber que é a água” tem o apagamento do sujeito no infinitivo do verbo.

Assim, pedimos a anulação da questão, por haver provado que se podem apontar três respostas possíveis.

20 O segmento sublinhado do texto 3 que mostra uma substituição INADEQUADA é:

(A) “Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes” / De forma parcial; GABARITO
(B) “Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós” / De certo modo;
(C) “Esse interesse raras vezes resulta de uma genuína solidariedade” / raramente;
(D) “Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente” / geralmente;
(E) “Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro” / relativamente.

Pede-se a anulação desta questão, porque há duas respostas. A letra E tem, no termo sublinhado, a preposição “a” em contração com o artigo “o”. Esta contração não poderia ser retirada da frase na substituição pelo advérbio “relativamente”. O comando da questão é bem claro quando pede substituição do segmento sublinhado pelo termo apontado depois da barra. Se isso for feito ipsis literis, haverá erro de regência na frase, deixando-a inadequada, como pede o enunciado. Vejamos: “… é a enorme curiosidade relativamente destino do outro.


Os recursos foram elaborados pela professora Rosane Reis.